quinta-feira, dezembro 05, 2013
quinta-feira, outubro 31, 2013
Dia da Reforma Protestante
31 de Outubro
Dia da Reforma Protestante
Hoje recordamos o dia em que a proposta de Lutero conhecida como as 95 teses foram pregadas na porta da igreja do castelo em Wittenberg.
O surgimento da reforma através de Lutero, a descoberta da imprensa, o imanar de novas ideologias e a emancipação do meio universitário que se viveu no período do século XV - XVI , constituiu uma ameaça para a Igreja Católica Romana, que se encontrava enfraquecida pela inquisição, pela corrupção, pela reforma e pelas lutas das cruzadas.
O concilio de Trento, em Dezembro de 1545, edita a “tábua da fé” como medida arrogante na defesa da ideologia ameaçada pela transformação social da época. Estes foram anos difíceis na história do protestantismo. Neste período a Igreja Católica Romana vivia submergida na procura de recursos e na perseguição dos “hereges” que morriam nas prisões onde eram esquecidos, sem direito a advogados e sua defesa, condenados a guilhotinas e fogueiras sem conhecer os seus acusadores.
As publicações de livros proibidos multiplicavam-se em cada ano, e os folhetos protestantes contribuíam para o enfraquecimento do Vaticano. A defesa da fé do dogma era a preocupação da Igreja Católica na época. Todos os reformadores insistiram no facto de na Mesa de Comunhão, dar graças a Cristo pela obra da expiação acabada e aceite. Denunciaram a doutrina Católica Romana da Missa, porquanto nela se dizia que o sacrifício da cruz é repetido, renovado, ou representado de um modo que obscurecia a sua suficiência. A doutrina de Lutero, depois chamada de consubstanciação, ensina que o corpo e o sangue de Cristo estão presentes "em, com e sob" a forma do pão e do vinho, que, em si mesmos permanecem sendo pão e vinho. Os ensinamentos de Calvino explicaram, que enquanto o pão e o vinho permanecem imutáveis, o Espirito eleva o crente através da fé, para gozar da presença de Cristo de um modo que é glorioso e real na Ceia do Senhor, "Sola Scriptura"
Aqui fica o meu reconhecimento no dia em que celebramos os 496 anos da reforma protestante, e da dedicação destes e de todos os percursos do movimento que sofreram a perseguição, mas que se mantiveram fieis e firmes ao seu chamado.
Por: Joaquim Ernesto Moura de Sousa
31 de Outubro de 2013
sexta-feira, agosto 09, 2013
O perigo de ser Religioso
O perigo de ser religioso segue aqueles que confiam em Deus à sua própria maneira. Esse perigo pode ser entendido no erro fatal de Adão e Eva, que consistiu em crer em Deus de uma forma que lhe havia sido proibida.
O primeiro filho de Adão e Eva também tentou confiar em Deus segundo a sua própria maneira. O Senhor rejeitou a oferta de Caim, que não foi feita segundo a Sua vontade, antes se alegrou da oferta de Abel. Cheio de ira e inveja, Caim matou a seu irmão Abel, arruinando assim, a sua própria vida.
Os piores erros da humanidade parecem ser sempre os religiosos.
Saul, primeiro rei de Israel decidiu ofertar a Deus segunda a sua vontade, cometeu um erro religioso e perdeu o seu reinado (1 Samuel 13:8-14).
Também David teve problemas por ser religioso, ao trazer a arca sagrada que continha os Dez Mandamentos de Deus para o tabernáculo de Jerusalém. Porém, os bois que transportavam a arca tropeçaram e o sacerdote Uzá, na tentativa de segurar a arca estendeu a mão, mas foi ferido por Deus e ali morreu. Só depois de ler a lei de Deus é que David percebeu que tinha feito o que era certo mas da forma errada (1 Crónicas 13; 15:12-15).
A reflexão desta passagens Bíblicas permite-nos concluir, que Deus quer ser adorado por um coração que corresponda à verdade em relação à sua Graça e seu Amor. Ele procura verdadeiros adoradores que o adoram em espírito e em verdade (João 4:23-24), e não de uma forma ignorante, maquinada ou ritual. As escrituras esclarecem que a vontade de Deus é que todos nós venhamos a conhecer e a amar o Seu Filho Jesus Cristo.
É importante perceber que Cristo e a religião são destintos, e, não se excluem mutuamente. Porque Cristo é alguém a quem conhecer e em quem confiar, e só Ele pode fazer aquilo que a religião não faz:
Ele nos conduz a Deus (1 Tm 2:5); Ele traz Deus até nós (Cl 1:15); Ele nos reconcilia com Deus (2 Co 5:19); Ele nos faz aceitáveis perante Deus (Ef 1:6); Ele nos liberta da escravidão (Rm 8:20); Ele nos dá o Espirito Santo (Jo 14:16-17); Ele intercede por nós (Rm 8:34); Ele nos resgata do poder de satanás (Cl 1:13); Ele nos dá vida Eterna (Rm 6:23).
A Religião pode mudar o exterior, mas somente Cristo pode mudar o coração.
Por: Joaquim Ernesto Moura de Sousa
9 de Agosto de 2013
sábado, março 30, 2013
As sete frases de Jesus na cruz
As sete frases de Jesus na cruz
As sete frases de Jesus na cruz, podem ser encontradas nos quatro evangelhos. As duas primeiras e a sétima só são encontradas no livro de Lucas; a terceira, a quinta e a sexta somente no livro de João; e a quarta tanto no livro de Mateus como no livro de Marcos.
Estas frases de Jesus, representam uma mensagem universal de amor pela humanidade, deixando claro que, o que o susteve a Jesus na cruz não foram os cravos no madeiro, mas antes, o Seu amor por nós como acto de obediência ao Pai.
1. "Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem." (Lucas 23:34).
Jesus sempre se mostrou mais preocupado com os outros do que consigo mesmo (Lucas 19:41; 22:50-51; 23:28).
Jesus viveu os seus próprios ensinamentos, e, orava por aqueles que o estavam a torturar (veja 6:27-28). Certamente que os soldados e os líderes judaicos não eram totalmente ignorantes de seus actos naquele momento (veja o discurso de Pedro no templo, Actos 3:17-19).
Para nós é sempre mais importante pedir a Deus que perdoe os nossos inimigos do que procurar os motivos “do porquê”. Na realidade, o perdão não procura a razão, antes procura a Graça de Deus.
Perdão = deixar de lado uma divida
Jesus, do alto da sua cruz na dor e sofrimento pedia perdão para os seus malfeitores, que sabiam perfeitamente o crime que ali estavam a cometer, porém, eram conduzidos pelo engano dos seus chefes. No final perdão para os homens. Sim, perdão sem limites para todos os Homens, porque todos pecaram e destituídos estão da Glória de Deus.
Jesus, nesta hora dolorosa para Ele lembrava-se de ti, e de mim, e pedia perdão a Deus por cada um de nós.
2. "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso." (Lucas 23:43).
Lucas, não relata esse depoimento para nos dar uma teologia complicada sobre a vida após a morte, mas, para nos mostrar como o Senhor responde à fé do ser humano. Um dos malfeitores na cruz junta-se à multidão que estava a zombar do filho de Deus e só consegue o silêncio de Jesus (Lucas 23:40), o outro reconhece não só a inocência de Jesus, mas que, a cruz era só um prelúdio de seu reino (23:40-42). Jesus prometeu a esse homem que ele estaria com ele no paraíso. Aqui é novamente a graça, pedida e recebida. Graça de Deus é um favor não merecido. Eu não merecia mas o Senhor pela Sua Bendita Graça me Salvou da morte, como consequência do meu pecado.
3. "Mulher, eis aí o teu filho. Eis aí tua mãe." (João 19:26-27)
Maria não podia ajudar ninguém, mas, precisava de ajuda e de amparo.
Esta terceira frase de Jesus foi prenunciada ainda antes do meio dia (nosso Horário) e demonstra o Seu grande amor pela sua mãe, ao recomendar a seu discípulo amado para que cuidasse da sua mãe.
4. "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mateus 27:46; Marcos 15:34).
O significado do clamor é explicado como sendo uma expressão do sentimento humano, uma expressão de separação de Deus, porque ele carregava o pecado de toda humanidade. Apesar de o significado completo desse clamor ser um mistério somente conhecido por Jesus e seu Pai, é provável que, Jesus tenha pedido auxilio assim. Ele clama a Deus para mostrar que Ele é verdadeiramente o escolhido de Deus. A petição é respondida: Deus ressuscitou a seu Filho dos mortos três dias depois. Aleluia!!!
5. "Tenho sede." (João 19:28).
Esta é a quinta frase de Jesus na Cruz e teria sido pronunciada na agonia final do Mestre, perto da hora nona (15 horas do nosso horário). Esta frase é exclusiva do Evangelho de João e aconteceu para que se cumprissem as escrituras ( Salmo 22:15 ; 69:21 Isaías 53). “tenho sede” é a dor física, é a sede indescritível que tortura o organismo febril dos feridos. Jesus estava ferido, de corpo trespassado pelas nossas transgressões, e inocuidades, por isso, clamava “tenho Sede”.
Jesus sofreu a sede para nos dar de beber da água que salta para a vida eterna. Quem beber das águas que Jesus lhe der nunca mais terá sede, porque rios de águas vivas manarão do seu interior.
Acreditemos ou não, se não crermos as nossas almas estiolarão no deserto da vida, mas se crermos e bebermos das águas que Ele nos oferece, teremos vida e vida abundante, que transvazará para a vida eterna.
6. "Está consumado" (João 19:30).
João termina o relato da crucificação com este depoimento simples (uma única palavra no grego). Essa sentença naturalmente revela o alívio e a satisfação de Jesus de ver o fim á dor e a agonia, e sentiu que o momento da morte era chegado. Mas João dá a esta palavra uma definição mais profunda. De acordo com João, Jesus estava no controle de toda crucificação. Jesus disse que ninguém poderia tirar a sua vida - que ele daria por escolha própria (João 10:18; 19:10-11). Sabendo que ele tinha cumprido totalmente a vontade do Pai, ele voluntariamente deu a sua vida.
O que estava consumado ali não era simplesmente a sua morte, nem a sua vida, nem a obra de redenção, mas a razão de Ele estar aqui nesse mundo. O último acto de obediência foi realizado. Jesus declara a sua vida "terminada" e se retira até a sua ressurreição em que começa num novo acto.
7. "Pai nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lucas 23:46).
A citação começa com "Pai", a palavra Aba, que é mais parecido com a nossa palavra “paizinho” do que "Pai".
O relacionamento de Jesus com Deus não é quebrado. Ele se entrega nas mãos do mesmo Pai que ele serviu em vida.
O Véu tinha sido aberto pelo sacerdócio Real de Cristo. O véu do templo era uma cortina que separava o Santo dos Santos do resto do Santuário. Simbolizava a impossibilidade de o homem se aproximar de Deus, (Hebreus 9:8). A morte de Jesus foi o Sacrifício que abriu o caminho até Deus removendo o véu. O céu tinha sido aberto através do seu sacerdócio real (1Pedro 2:9). E foi aberto de cima para baixo, ou seja, tal acto implicava uma acção divina.
A Ressurreição de Jesus Cristo
Lucas 24:6
Ele não está aqui, mas ressuscitou!
A ressurreição de Jesus foi um acto divino que envolveu todas as três pessoas da Divindade, não foi uma mera restauração de um corpo físico desfalecido, tirado de uma cruz e sepultado. Foi a renovação trazida pelo poder de Deus ao seu corpo, e se tornou corpo totalmente glorificado e não sujeito mais à morte. (Fp 3:21 ; Hb 7:16, 24)
Em 1 Co 15:50-54. a palavra de Deus nos diz que os Cristãos que estiverem vivos na terra no momento em que Jesus voltar passarão por transformação semelhante. Os que morreram em Cristo serão transformados do mesmo modo e jamais voltarão a morrer.
O cristianismo apoia-se na certeza da ressurreição de Jesus como um facto ocorrido na história, e os Evangelhos são como o seu ponto alto, a pregação de um túmulo vazio. “ porque buscais entre os mortos ao que vive?” Lucas 24:5
A ressurreição de Jesus demonstra a sua vitória sobre a morte, vivificando-se como o justo, e revelando a sua identidade divina, ela o conduziu à ascensão ao céu e ao seu actual Reino Celestial, garantindo-nos o perdão e a justificação diante do Pai, trazendo assim a esperança da vida eterna ao crente em Cristo. ( Rm 6 ; Ef 1:18 ; 2:10 ; Cl 2:9-15 ; 3:1-4 ; Jo 11:25-26)
Por: Joaquim Ernesto Moura de Sousa
30 de Março de 2013
quarta-feira, novembro 28, 2012
Eu Sou Livre
Os cegos verão por ti
Os mudos cantarão
Os mortos viverão
Os povos te adorarão
As trevas fugirão
Por ti eu grito
Eu sou livre!
Os mudos cantarão
Os mortos viverão
Os povos te adorarão
As trevas fugirão
Por ti eu grito
Eu sou livre!
Livre pra correr
Livre pra dançar
Livre pra viver por ti
Eu sou livre!
Livre pra dançar
Livre pra viver por ti
Eu sou livre!
Tema de Ronaldo Bezerra.
Por: Joaquim Ernesto Moura de Sousa
28 de Novembro de 2012
sábado, outubro 13, 2012
Liberdade Humana Versus Plano de Deus
Liberdade Humana Versus Plano de Deus
Além disso, existem passagens em que a natureza incondicional do plano de Deus é bem claro, como a de João 15:16; “Não foste vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; afim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.”
Deus tem um propósito para a vida de cada um de nós, que só se torna conhecido com uma vida vivida na presença de Deus, “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”
Romanos 12:1-2
O plano de Deus não nos força a agir de uma determinada maneira, mas garante que vamos agir livremente daquela maneira.
Por: Joaquim Ernesto Moura de Sousa
13 de Outubro de 2012
terça-feira, agosto 28, 2012
A Oração
A oração
A verdadeira comunicação com Deus envolve mais do que proferir palavras. Numa das suas parábolas Jesus contou a história de dois homens que foram orar no templo. Um deles fariseu dominava bem a linguagem religiosa e o ritual, mas no seu coração estava afastado de Deus. O outro homem era um cobrador de impostos muito desprezado, simples nas suas palavras e humilde, reconhecendo a sua condição de pecador diante de Deus. Este simplesmente dizia: “Deus, tem misericórdia de mim, pecador”. Jesus disse entretanto: “Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele” (Lucas 18:14). Nesta passagem torna-se evidente que a oração é mais uma postura e atitude diante de Deus do que a maneira certa de fazer ou dizer.
A oração não é como um amuleto, ou uma fórmula mágica que vai mudar as coisas. Ela é fruto do relacionamento com Deus e reflete o resultado da intimidade entre essas duas pessoas: Você e Deus.
A palavra de Deus nos mostra em Mateus 4:1-11 o poder da oração. Jesus está no deserto jejuando e orando por quarenta dias antes do seu ministério se tornar famoso. O Espirito o levou ali para ser tentado. Esta passagem nos mostra que podemos vencer a tentação e qualquer provação através da oração e do conhecimento da sua palavra, que produz em nós vitória sobre as adversidades, intimidade e favor de Deus“..., e eis que vieram anjos e o serviram” Mt. 4:11
Além da importância como instrumento entre nós e Deus, a oração é também uma arma espiritual para o cristão. Em II Crónicas capitulo 6, vemos um exemplo de resposta de oração. Salomão pediu a Deus em oração, para que Ele viesse ao templo trazendo a sua glória. A resposta está capitulo 7 versículo 1, que diz: “Tendo Salomão acabado de orar...a glória do Senhor encheu a casa”
Deus deseja que a nossa vida seja um lugar de adoração, onde a Sua glória se manifesta como resultado de oração. A sua vida tem sido uma vida de oração?
Use essa arma espiritual poderosa que Deus colocou nas suas mãos e faça da sua vida uma vida de oração e de adoração a Deus.
Seja um adorador (João 4:23) e um intercessor (Ezequiel 22:30).
Por: Joaquim Ernesto Moura de Sousa
28 de Agosto de 2012
sábado, julho 14, 2012
Reflectindo no Perdão
Reflectindo no Perdão
Lucas 15:11-32
Perdão, significa libertação.
Certamente que cada um de nós já viveu ou acompanhou alguém numa situação de revolta. Muitas dessas situações de revolta são o resultado de estigmas, de ciúmes e ódio que se desenvolvem no coração do Homem ao ponto de gerar ressentimentos ou raiva e desejo de vingança. O perdão é a ultima coisa na qual se pensa.
O perdão é certamente uma das doutrinas mais mal interpretadas na vida dos Cristãos. Perdoamos porque achamos que assim vamos ter mais saúde, perdoamos para poder amar, outros até dizem: não importa o que você fez o que importa é que você está perdoado.
Na realidade é de arrepiar se pensarmos em esposas que são espancadas e mal tratadas pelos seus maridos, ou casais em que um deles humilha a vida do outro com aventuras amorosas e que são continuamente convidadas a perdoar pelos seus lideres. Eu pergunto será que é esse o tipo de amor e de perdão que os seus companheiros(as) necessitam? Será que é através de uma alegada “ignorância espiritual” que este tipo de pessoas se sentem livres das suas obrigações matrimoniais ou sociais?
Tenho percebido que muitos caminham sem compreender a dimensão do perdão, comportando-se como se vale-se tudo, e no final concerta-se com uns abraços e umas orações como que se assim se restitui-se os danos causados na vida do outro. Noto até alguma postura abusiva de alguns em relação aos outros, achando que depois tudo se resolve dessa forma, tornando-se assim “mestres” nesta área, conseguindo até inverter os papeis, deixando o ofendido no lugar de ofensor, passando então a contar uma nova história, ou seja, a história que convém às suas próprias consciências.
As escrituras nos ensinam que perdoar ou não perdoar depende muito do entendimento do que é o amor que Jesus demonstrou. Umas vezes o amor exige que perdoemos continuamente (Mt 18:21-22), outras vezes que digamos: “Pai perdoa-lhes porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34). Mas, outras vezes o amor também exige que nos abstenhamos de perdoar, para o nosso bem e para o bem daquele que nos fez mal, ou seja, perdoar se existir manifesto e sincero arrependimento, “Tendo cuidado de vós mesmos; se teu irmão pecar, repreende-o; e se ele se arrepender, perdoa-lhe.” ( Lucas 17:3-4).
O exemplo de um arrependimento genuíno encontramos na “parábola do Filho Pródigo” (Lc 15:11-32).
Se não fossemos perdoados, eximidos das consequências daquilo que fizemos, estariamos comprometidos na nossa condição humana e espiritual, porque sem o perdão a nossa capacidade de agir ficaria parcialmente limitada aos mesmo actos e sem possibilidade de mudança efectiva, para sempre vitimas dessas consequências e cativos no erro, escravos uns dos outros e mergulhados numa profunda solidão. Nós precisamos não somente de perdoar mas também de ser perdoados por aqueles aos quais ferimos.
Por: Joaquim Ernesto Moura de Sousa
14 de Julho de 2012
terça-feira, julho 10, 2012
FECHANDO BRECHAS
FECHANDO BRECHAS
I Pedro 5:8 ; II Coríntios 2:11
Brecha !?!?! Eu não tenho brecha!
O construtor do Titanic também disse que nem Deus o
poderia afundar, e foi por uma brecha no casco provocada por uma porção de
gelo que o Titanic se afundou.
Brecha é o mesmo que fenda ou
abertura em alguma coisa.
Numa definição mais técnica: um espaço vazio, ferida ou corte profundo.
Já no aspecto espiritual, uma
brecha pode representar uma área vulnerável da nossa personalidade que o
inimigo da nossa alma utiliza através do pecado, procurando nos destruir, mas,
Deus deseja restaurar-nos. Este ponto de apoio para a destruição que é o pecado, e que o diabo
procura encontrar como base de destruição da nossa vida, deve ser tratado em nós.
Reflectindo:
Não havia brechas na vida de
Cristo
Jesus era puro de todo o pecado. “Porque não temos sumo-sacerdote que não possa compadecer-se
das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, á nossa
semelhança, mas sem pecado.” HB 4:15
É verdade que ele foi tentado em
todas as áreas do viver humano concupiscências da carne, dos olhos, na soberba
da vida, mas nunca pecou. (I João 2:15-16).
Nada havia em Jesus Cristo que o diabo
pode-se usar como pretexto e forma de obter vantagem sobre Ele.
Pela herança do passado, da vida anterior à conversão. O apóstolo Paulo
escreveu o seguinte: “quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem,
que se corrompe…" Ef.4:22
Através da alma ou da nossa personalidade, que precisa de ser restaurada
mesmo após a conversão. Por corações que geralmente chegam à presença de Deus
cheios de mágoa, revolta, vontade de vigança, ódio,....,...,
"Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia,
recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossa
almas." Tg 1:21
De uma forma geral podemos dizer que a brecha surge quando andamos de
maneira contrária à vontade de Deus. Então, existe vantagem no conhecimento
dessa perfeita, agradável e boa vontade do Senhor para a nossa vida.
Por: Joaquim Ernesto Moura de Sousa
10 de Julho de 2012
sábado, julho 07, 2012
4. Conservar a Unidade
Efésios 4:4 “ há somente um corpo e um Espírito,..”
A Cruz como meio de Conservar a unidade
Se de facto somos assim tão egocêntricos, competitivos, estimuladores de diferenças, podemos concluir que estamos adoecidos, e assim compreendermos o texto do profeta Isaías “…pelas suas pisaduras fomos sarados” Is 53:5
A cruz expõe as doenças que estão encobertas no nosso interior e também aponta as enfermidades da sociedade comum. A cruz é o lugar onde somos exactamente todos iguais. Ali desaparecem as nossas diferenças, raciais, económicas, morais, e todas as demais.
Em Cristo perdemos os nossos diplomas, títulos, individualismo. Perdemos a Pseudo-sabedoria e a auto-suficiência.
Porque na morte de Jesus, vemos a nossa própria morte, na angústia de Jesus, a nossa angústia, na separação de Jesus, a nossa separação. Na dor e na solidão de Jesus também vemos a nossa.
A Igreja é a consequência mais imediata da cruz de Cristo e por isso descobrimos no amor de Deus por nós, a possibilidade rica e imensa de amar aos nossos Irmãos, apesar de nós, ou apesar deles.
Na Cruz inicia-se uma vida voltada para os outros, para a edificação da Igreja, para uma presença positiva e marcante na sociedade.
Que o Senhor nos ajude a Entender, Compreender e, Conservar a Unidade do Espírito.
Por: Joaquim Ernesto Moura de Sousa
7 de Julho de 2012
sexta-feira, julho 06, 2012
3. Conservar a Unidade
Efésios 4:4 “ há somente um corpo e um Espírito,..”
O Amor Concretiza-se no Serviço
Quando lemos João 13:1-7 ou Lucas 22:24-27, percebemos que a reunião era tensa, como é na maioria das reuniões de administração em boa parte das Igrejas. Os discípulos estavam tensos, o ambiente era de certa forma fúnebre e triste. Ali estavam presentes, os homens que tinham sido preparados por Jesus, para serem os responsáveis pela implantação da Igreja de Cristo na face da terra. No entanto discutiam entre si.
As reuniões das lideranças das Igrejas, vivem muitas vezes um clima parecido com a reunião de Jesus com os seus discípulos.
Talvez por irem tratar de questões administrativas, e normalmente por isso se apresentam em conflito uns com os outros, às vezes com o coração amargurado. Mas, temos que acreditar na Igreja como resultado da acção sobrenatural de Deus, assim como, os discípulos não acreditavam que Jesus ressuscitaria (Mt 17:22-23), assim, olhamos para a obra muitas vezes e, talvez por isso se passe a agir como se a Igreja estivesse falida, sem futuro. Servos que não expõem os seus dramas antes se posicionam em função deles. Com isso as reuniões terminam em brigas, discussões, disputas e reuniões assim. Tornam-se cansativas, tristes, sem emoções positivas e vazias da presença de Cristo e do seu Espírito.
Jesus não se deixou levar pelo negativismo dos seus discípulos. Na passagem de João capitulo 13, Jesus não se deixou dominar pelo nervosismo, pessimismo, nem pela falta de esperança dos seus discípulos, a Bíblia diz que Ele “…amou-os até ao fim.” Jo 13. Jesus recebia coisas negativas, mas devolvia positivas e cheias de esperança.
Ao lavar os pés dos seus discípulos por exemplo, Jesus devolveu fé, esperança, compreensão, amor, alivio, e demonstrou com o seu gesto o verdadeiro sentido do amor. Aí Jesus chamou à unidade, porque ele nos mostra, que se uma pessoa que discorda de alguma coisa, não quer dizer que ela está mal para com a Igreja. A crítica ainda que mal formulada pode ser tratada de modo saudável e desta forma fomentar o crescimento da obra (Pv 27:17).
Ao lermos João capitulo 13, percebemos rapidamente que Jesus tinha a plena consciência do que Ele era, provando-o aos seus discípulos no serviço. “sabendo este que o Pai tudo confiara às suas mãos, e que ele viera de Deus, e voltava para Deus, levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela. Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido.” João 13:3-5. Assim o Senhor mostrou como se deve buscar a glória do Pai e não a glória dos homens.
Sem dúvida que uma das grandes dificuldades é aprender a abrir mão da posição de honra. Na maior parte dos casos cobra-se dos humildes e sinceros servos, honram-se os subservientes com posições de liderança e isolam-se os que têm potencial para ser líderes.
Por: Joaquim Ernesto Moura de Sousa
6 de Julho de 2012
quinta-feira, julho 05, 2012
quarta-feira, julho 04, 2012
2. Conservar a Unidade
Efésios 4:4 “ há somente um corpo e um Espírito,..”
Lutar pela Unidade
Lutar pela unidade é lutar pelo crescimento. Quanto menor for a preocupação com as questões periféricas, mais unidos seremos, mais maturidade mostraremos. “ até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo.” Ef. 4:13
Podemos viver num só Espírito, apesar das nossas diferenças, emocionais, físicas, raciais, culturais, e as demais que surjam na nossa caminhada como Igreja de Cristo.
Para isso não podemos desistir de demonstrar Amor, até para com o mais fraco. “Para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros.” 1 Co 12:25
Vivemos o século da impessoalidade, da ausência do amor, o Senhor disse que nos últimos dias o amor se esfriará. Nós os Cristãos somos os detentores dessa marca de Cristo que é o amor. “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes Amor uns aos outros.” João 13:34-35
Sabemos, mas, temos dificuldade em concretizar e expressar esse Amor na plenitude de Cristo. A demonstração de amor passa por atitudes concretas que tomamos a favor de outro. E todo o Cristão sabe que o Projecto de Deus passa por um novo céu e uma nova terra, onde a Fraternidade, a Justiça, o Amor, a Paz, são o conteúdo principal. Por uma vida de unidade da Igreja, vivendo num só coração em Cristo, “…onde os Irmãos tudo em comum” Actos 2:44
Todos sabemos que não se constrói a obra tendo como referência as palavras e os abraços somente. É preciso mais, é preciso dar a vida, Jesus disse: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar a vida em favor dos seus amigos” Jo 15:13
Isto implica dar a vida na construção da Igreja e promoção do Reino.
Isto implica enfrentar situações desfavoráveis.
Isto implica dar a vida pelas ovelhas.
Isto implica enfrentar os perigos e os lobo
Isto implica repartir o pão e dividir também a nossa pobreza com o outro.
Todos os crentes conhecem João 3:16, mas poucos conhecem 1 João 3:16-18.
“Nisso conhecemos o amor em que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar a nossa vida pelos Irmãos. Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir o seu Irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos não amemos de palavra, nem de língua, mas de facto e de verdade.” 1 João 13:16-18.
Como podem estar Igrejas a fechar, por dificuldades financeiras, e outras a entesourar, com contas regalas? Como pode permanecer nesses o amor de Deus?
Como podem servos abandonar a obra por falta de apoio, sem que esses Irmãos, sejam chamados a ter o privilégio de ofertar aos Santos nesse lugar, como foi com as Igrejas da Macedónia. “…pedindo com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos Santos.” 2 Co 8:4
Se não aprendermos a “dar a vida pelos outros” não seremos a comunidade exemplo, nem tampouco o “Movimento” exemplo, e como é óbvio e mais grave não seremos também a alternativa Salvadora para o Homem do século 21. Os nossos Irmãos sofrerão e a comunidade se enfraquecerá. Se formos omissos à vontade de Jesus, “a obra esfriará”.
(continua)
Por: Joaquim Ernesto Moura de Sousa
4 de Julho de 2012
terça-feira, julho 03, 2012
1. Conservar a Unidade
Efésios 4:4 “ há somente um corpo e um Espírito,..”
Guardar a Fé
Esta passagem de Efésios mostra-nos que a luta pela unidade se dá a nível do espírito, pelo vínculo da paz. E nesse sentido definiram-se aspectos bíblicos, doutrinários, espirituais, em torno dos quais todos os cristãos e todas as comunidades cristãs gravitam.
Esse conjunto de ideias, de factos e verdades, fazem parte do objecto da nossa fé e portanto não se confundem. Na primeira Epístola de Paulo a Timóteo o apóstolo Paulo apela a que se trave o bom combate da fé.
“Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado e de que fizeste a boa confissão perante muitas testemunhas” Timóteo 6:12
Na segunda Epístola de Paulo a Timóteo o apóstolo prevê o seu martírio e em breves palavras foca alguns aspectos que caracterizam a Igreja e as pessoas que se afirmam cristãs.
“ Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, recto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas a todos quantos amam a sua vinda.” Timóteo 4:6-8
A fé no Deus único, porém existente em três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo. (Mt. 3:16-17 ; Mt 28:19 ; 2 Co 13:13).
A fé na Bíblia como palavra inspirada por Deus (2 Pe 1:21 ; 2 Tm 3:16).
A fé relacionada com o que Cristo fez por nós e, na relação de Cristo connosco (tornou-se homem Jo 1:14) (morreu na cruz para a nossa redenção 1 Pe 2:24 ; Ap 5:9) ; (ressuscitou para garantir a nossa regeneração – nova vida Jo 3:5) ; (subiu aos céus para ser o Senhor de todos At 2: 32-36) ; (voltará como Noivo para a Igreja Jo 3:29 ;
Ap 19:7) ; (voltará para Reinar “como Rei dos Reis” Ap. 19:16).
A fé em relação ao caminho para nos tornarmos filhos de Deus (perdão de pecados At 10:34) ; (receber a Cristo Jo 1:14).
Também a fé em relação à Igreja. Igreja criada pelo Senhor Jesus Cristo (Mt 16:18). Igreja composta e organizada por homens sob a acção do Espírito Santo (At 6:1-7), composta por Cristão que formam o corpo de Cristo em que Jesus é a cabeça (Éf. 1:22,23 ; Cl 1:24), Igreja universalmente única (Ef. 4:4) e que tem um endereço certo e bem claro:
Rm. 1:72 “A todos os Amados de Deus…”
1 Co 1:2 “…Aos Santificados em Cristo Jesus,…”
Gl 1:2 “ …e todos os irmãos meus companheiros…”
Fl 1:12 “a todos os santos em Cristo…”
Cl 1:2 “…aos santos e fiéis Irmãos em Cristo”
Todos estes aspectos são convergentes e, em que todas as Igrejas genuinamente Cristãs crêem. Foram exaustivamente discutidos no passado e factor de concílios, Cristo quanto à sua essência e não quanto à sua forma. Assim, qualquer divisão que ocorra está ligada a questões periféricas, próprias de pessoas e comunidades, imaturas, sem a visão real do que é ser Igreja como corpo de Cristo.
Devemos então lutar na nossa fé por os aspectos referidos e, não dividir por doutrinas secundárias, porque esse foi o bom combate que Paulo referiu.
“Para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros” 2 Tm 4:7.
A maior parte das divisões nascem por vaidade de homens que se tornam radicais ou dão demasiado valor a certos aspectos doutrinários. A questão do baptismo é um exemplo disso, uns defendem por imersão, outros por aspersão, uns em imersão em água corrente, outros em água salgada. A questão dos endemoninhados, igual chegando ao ponto de verem demónios em tudo o que é doença. Na escatologia então é uma confusão, para alguns o arrebatamento acontece antes da tribulação, para outros depois, para outros ainda será parcial. Desta forma nos desviamos do essencial que constitui a nossa fé, e perdemos o nosso tempo a discutir questões periféricas.
(Continua)
(Continua)
Por: Joaquim Ernesto Moura de Sousa
3 de Julho de 2012
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